SEXUALIDADE NORMAL
Em relação á sexualidade normal do indivíduo, Kaplan (2007, p.739)
constata que:
A
sexualidade normal envolve sentimentos de desejo, comportamentos que trazem
prazer para o próprio indivíduo, e para sua parceria, alem de estimulação dos
órgãos genitais sexuais primários, incluindo também o coito. Além disso, é
destituída de sentimentos inapropriados de culpa ou ansiedade e não é
compulsiva.
Por
séculos foi considerada expressão de instintos animais, portanto deveria
combatida e controlada.
Nos animais é claramente demarcada pelo ciclo
biológico, envolvendo cio, rituais de acasalamento e escolhas de parceiros com
fins reprodutivos (ABDO, 2001).
Na espécie humana mostra-se ampla e ilimitada, sem
travas biológicas (LEIBLUM, 2000). E indissociável da estrutura mental do
sujeito (FOUCAULT, 1994).
Como tudo que é humano, a sexualidade deve ser
analisada sob três aspectos fundamentais: o biológico – envolvendo anatomia e
biologia, o sócio-cultural – que envolve a cultura e o meio em que o individuo
vive e a suas relações com os outros, e o psicológico – por experiências
evolutivas durante todo o ciclo vital (CAVALCANTI, 2006).
Do ponto de vista biológico, sexo normal é aquele
que se manifesta sob a forma de resposta fisiológica hígida.
Na visão sociológica sexo normal, é aquele
praticado pela maioria dos indivíduos que compõe um grupo social. Há padrões
culturais que definem a normalidade sociológica a qual, nesse caso, coincide
estatisticamente com o valor modal.
Sob o aspecto psicológico, sexo normal, é aquele
assim considerado na visão particular de cada um, importando satisfação pessoal
ou adequação sexual de cada individuo, ou seja, um estado intra e interpessoal
de satisfação (CAVALCANTI, 2006).
De uma maneira geral, pode-se dizer que normal em
sexualidade, se resume ao satisfazer-se e satisfazer sexualmente a parceria,
desde que, não haja riscos ou danos a si mesmo, á parceria, ou ao meio social
(VITIELO, 1998).
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